Mãe: papel fundamental em uma família empresária

Todos os anos, no segundo domingo de maio, famílias de diversas partes do mundo se reúnem para celebrar uma figura essencial: a mãe. Genitora, educadora e incentivadora dos filhos, a mãe tem um papel fundamental no desenvolvimento das próximas gerações. E por isso merece um olhar especial durante o processo de preparação dos sucessores.

Para a fundadora do Instituto Sucessor e consultora de famílias empresárias Magda Geyer Ehlers, os papéis desempenhados nessa estrutura são influenciados pelo meio e pelo tempo em que essa família vive.

“É usual ouvirmos relatos de primeiras gerações nos quais os homens são os fundadores da empresa familiar, e dedicam ao empreendimento toda sua energia. Assim, a criação dos filhos, a educação e a preparação desses herdeiros era uma tarefa da mulher”, explica Magda.

Novas configurações familiares, as mudanças provocadas pela entrada das mulheres nas universidades, no mercado de trabalho e suas consequentes conquistas ofereceram novas oportunidades para as mães.

“Sair para trabalhar e cuidar da casa e dos filhos, não é um fato novo, é o movimento de toda uma geração. Isso impulsionou o mercado de trabalho, com o surgimento das creches, com novas formas de lidar com os filhos, e até no momento de vida em que a gestação ocorre. Observamos hoje segundas e terceiras gerações que optam por terem filhos mais tarde, em uma fase mais estruturada e independente da vida, tanto emocional quanto profissionalmente”, avalia Magda.

Mudanças como essas não tiraram da mãe a função de acolher e proteger os filhos, mas provocaram uma reflexão, em especial na geração mais jovem: a de que ser mãe é uma opção. Isso se reflete no comportamento, fazendo com que criem seus filhos com mais leveza, menos culpa. O relatório Situação da População Mundial, do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) mostra que, no Brasil, em 1969, cada casal tinha em média 5,2 filhos. Em 2019, essa média é de 1,7 filho.

“Vivemos um momento de reinvenção da economia e do mercado de trabalho provocado por essas mães, que buscam o consumo consciente, sem excessos, que aderem e incentivam o trabalho em home office ou meio turno, que compartilham as tarefas de criação dos filhos com os pais em igualdade de condições. É um momento de legitimação desse papel fundamental na família”, ressalta a fundadora do Instituto Sucessor.