Novidade: A Família Investidora e o Family Office

Com o objetivo de difundir o conceito Family Office e tornar claros os princípios e práticas que compõem o processo de formação de uma família investidora, os sócios da INEO lançaram, em 2017, o livro “A Família Investidora e o Family Office”.

Hoje, dois anos depois, os autores se preparam para lançar a segunda edição em português assim como versões em espanhol e inglês.

Para fazer o balanço sobre a contribuição da publicação para o mercado e explicar as novidades da segunda edição, o Instituto Sucessor entrevistou Marcelo Geyer Ehlers, um dos autores do livro, escrito em conjunto com Antonio Fernando Azevedo e Grégorie Balasko Orélio.

Confira!

IS: Qual foi o feedback que vocês tiveram da 1ª edição do livro? 

Marcelo Geyer Ehlers (MGE) – O feedback foi bem positivo. A versão impressa da primeira edição esgotou bem antes do prazo previsto e no digital também houve bastante procura.

Interessante é que recebemos mensagens de diferentes públicos. Empresários e investidores elogiaram a nossa abordagem e agradeceram por termos compartilhado esse conteúdo. Conselheiros de empresas grandes e de capital aberto nos retornaram dizendo que perceberam um insight importante no conceito da família investidora.

Através do livro, compreenderam que a governança patrimonial pode ser uma solução para as empresas em que atuam, pois, muitas vezes, sentiam que faltava essa visão para a família que fosse capaz de desafogar as instituições das responsabilidades e expectativas colocadas sobre elas.

E teve também feedback de estudantes de graduação e mestrado que resolveram abordar o Family Office como tema em seus trabalhos de conclusão e teses.

IS: Qual a principal contribuição que o livro traz para as famílias empresárias? 

MGE – Além de desmistificar a questão do Family Office e mostrar um caminho simples para adotar esta prática, a principal contribuição que o livro traz para é abrir horizontes mostrando um caminho para se buscar a tão sonhada longevidade de uma maneira mais sustentável.

Nesse sentido, o mindset da família investidora é transformador, pois coloca a governança do patrimônio como uma solução ampla.

Isso, por exemplo, é uma possibilidade para as famílias que participam de empresas que têm mais de um grupo familiar no controle e que estão em desacordo sobre a implementação da governança corporativa. Esse é um perfil recorrente em “empresas de dono” quando um dos sócios não quer fazer profissionalizar a gestão e quer manter as coisas como estão.

Assim, o grupo familiar que tem a gestão da sucessão e a governança como uma perspectiva pode utilizar o insight da família investidora para implementar a governança patrimonial em todos os outros ativos que possui.

IS – Uma das justificativas para o lançamento do livro era o desconhecimento das famílias brasileiras sobre o papel que um Family Office pode desempenhar. Como avalia essa questão hoje? Há ou não um maior conhecimento sobre o tema?

MGE – Sim, quando a gente escreveu o livro tinha um desconhecimento sobre o Family Office e muita desinformação sobre o tema, como “é uma ferramenta que serve apenas para quem vende empresa familiar e fica com dinheiro na mão” ou “é só para famílias bilionárias”- o que não é verdade.

Hoje em dia, já existe um amadurecimento maior sobre esse conceito e acredito que a gente tenha nossa fatia de contribuição para isso.

Nesses dois anos, por exemplo, pude perceber que há uma crescente demanda por palestras, artigos e entrevistas sobre o tema. Isso significa que as pessoas têm buscado se informar.

Em 2018, publicamos a primeira pesquisa sobre Family Office no Brasil que contribui nesse processo, trazendo à tona benchmarks e práticas do mercado. Informações que complementaram o conteúdo do livro, pois explicitaram como esse conceito tem sido implementado.

Além dos empresários e investidores terem amadurecido, percebemos que o mercado financeiro está se reinventando e se transformando. Temos visto a abertura de multi Family Offices, que querem proporcionar para as famílias um serviço mais qualificado e completo do que os bancos tradicionais têm oferecido.

IS – Já faz dois anos do lançamento da primeira edição do livro. Quais novidades e acúmulos essa segunda edição traz?

MGE – A principal novidade é que ela contempla os insights da pesquisa que realizamos. Na primeira edição havia dados internacionais que não contemplavam a realidade que brasileira.

Hoje, nós trazemos essas informações sobre o Brasil que permitem que as famílias se comparem e compreendam que o Family Office é uma solução possível.

Além disso, a gente traz alguns conceitos complementares sobre os tipos de Family Office, e aprofundamos alguns conceitos como por exemplo, o gradualismo na implantação.

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A segunda edição do livro “A Família Investidora e o Family Office” vai ser lançada ainda neste semestre. Para ser avisado sobre a data e locais de compra, basta se inscrever em nossa newsletter clicando aqui.