Rodas de Conversa | A família como um sistema

O comportamento humano é um tema muito vasto e rico. A família, objeto de discussão nessa primeira edição do Rodas de Conversa é o berço de todas as relações humanas. É nela que estabelecemos os primeiros laços e moldamos nosso caráter.

Nesse segundo encontro, a proposta é voltar o olhar à família sob uma nova ótica: a da abordagem sistêmica. Para isso, explica a psicóloga e consteladora familiar Renate Muller, é preciso compreender que somos parte de um sistema e que carregamos histórias e traumas de outras gerações.

No encontro do dia 19 de julho, no Instituto Ling, ela explicará os principais conceitos das Constelações Sistêmicas, uma ferramenta que vem sendo amplamente utilizada para a tomada de consciência dessas memórias e reordenamento de sistemas familiares ou organizacionais.

Os ingressos para o evento, exclusivo para famílias empresárias, podem ser adquiridos aqui.

Promovido pelo Instituto Sucessor, o Rodas de Conversa é um encontro mensal no qual especialistas são recebidos para abordar diversos aspectos da família.

Confira a entrevista que o Instituto Sucessor fez com Renate.

 

IS – Como a abordagem sistêmica e as metodologias aplicadas às constelações podem auxiliar uma família empresária?

Renate Muller – Trabalho há 18 anos com essa abordagem e fui uma das pioneiras a utilizar essa metodologia no Rio Grande do Sul.

O primeiro ponto que precisa ser grifado é que a abordagem sistêmica amplia nossa visão mudando o modo como percebemos e compreendemos a nós mesmos e aos outros.

Ou seja, propõe que deixemos de olhar os elementos individualmente e passemos a percebê-los como parte de um sistema em que cada um carrega a história da sua ancestralidade.

Essas memórias são inconscientes e, em geral, não temos a exata noção sobre o modo como elas nos afetam e orientam nossas escolhas.

No caso de uma família empresária, as histórias que atravessam gerações podem fazer com que determinados comportamentos se repliquem.

Por meio de um olhar sistêmico podemos conscientizar essas memórias e interromper determinados ciclos comportamentais.

 

IS – A partir do momento que essas memórias se tornam conscientes o que ocorre?

Renate – Tomar conhecimento dessa dinâmica, que nos causa comportamentos indesejados ou algum tipo de problema, é o primeiro passo. O importante é que a mudança vai depender dessa conscientização.

Em uma família empresária é usual que as histórias das pessoas e seus comportamentos sejam levados ao ambiente de negócios, provocando desgaste e podendo afetar resultados.

O principal intuito dessa metodologia é trazer à luz da consciência o que está em desordem e buscar o reordenamento, possibilitando um maior fluxo das relações e do trabalho, além de fazer com que os antigos padrões não sejam repetidos na próxima geração.

 

IS – Essa metodologia, embora em voga, não é nova?

Renate – Desde os anos 1970, Bert Hellinger, filósofo, teólogo e psicanalista alemão, vem disseminando seu trabalho pelo mundo.

Considerado o pai das Constelações Familiares, ele percebeu que os sistemas são regidos por leis e quando uma destas leis é quebrada, surgem desequilíbrios que dificultam nossas vidas, tanto no âmbito pessoal como profissional.

Esta metodologia que iniciou no contexto familiar, vem sendo aplicada com sucesso na educação e no campo empresarial.

Na área jurídica, por exemplo, as constelações têm sido uma importante ferramenta de conciliação, sendo recomendada sua prática pelo Conselho Nacional de Justiça.

Currículo 

Renate Muller é psicóloga formada pela PUCRS, helper de Pathwork, consteladora familiar, e graduada pela Hellinger Ciência. Consultora de empresas, com especialização em Constelações Organizacionais pelo Instituto Metaforum da Alemanha e com Yam Jacob da Holanda. É Master nas Novas Constelações Familiares e organizacionais pelo Instituto de Constelaciones Familiares Brigitte Champetier de Ribes, da Espanha. É psicóloga clínica, coordena formações profissionais na abordagem do Pathwork e é diretora da Renate Muller Treinamento e Desenvolvimento.

A família como um sistema | Rodas de Conversa

Data: 19 de julho. Horário: 9h às 12h

Local: Instituto Ling (Rua João Caetano, 440, Bairro Três Figueiras, Porto Alegre).

Ingressos: Sympla ou relacionamento@sucessor.com.br com Aline Saccol.